Todos os alimentos vegetais são bons para a nossa saúde?



É de louvar o número cada vez maior de pessoas que se preocupam com o ambiente, o respeito pelos animais e assim sendo pela alimentação.

Em Portugal existe uma grande variedade de vegetais: cenouras, cebolas, nabos, rabanetes, rábanos, couve-flor, brócolos, abóbora, couve lombarda, nabiças, grelos, couve portuguesa e tantos outros preciosos legumes.

Estes são vegetais originários do nosso país e do nosso clima.

Mas vegetais como: o tomate e a batata, não são oriundos de clima quente e se consumidos com muita frequência, podem contribuir para alguns problemas de saúde como artrite, doenças de pele, problemas digestivos, problemas renais,etc

Os tomates, as batatas, mas também os pimentos (verdes e vermelhos), beringela, pimenta, pertencem à famílias das solanáceas e são relativamente tóxicos.

O consumo regular de tomates, batatas e beringela é a causa primária de artrite e que em muitos pacientes que sofrem desta incapacitante doença quando se retiram estes alimentos da alimentação diária os sintomas de artrite desaparecem em poucas semanas.

Os espinafres também nos acidificam e enfraquecem.

Assim sendo, sugiro-lhe que reduza o consumo destes vegetais e que os utilize apenas em situações especiais; se tiver problemas sérios de saúde, o melhor é talvez eliminá-los completamente do seu regime alimentar durante algum tempo. Por isso, respondi num post dum grupo vegano e vegetariano, e digo muito nos meus workshops, que devemos evitar o consumo de tomate e no caso de termos muito desejo para preferirmos tomate cereja bio.

Outra questão que chamo a atenção é para os vegetais muito yin, tais como os que mencionei acima e que nos enfraquecem, sobretudo quem não consome produtos animais que são de energia muito yang, deve evitar legumes e frutos muito yin.

Para quem não sabe, “Yin e Yang são os dois pólos primários da criação e em conjunto geram e gerem todos os fenómenos. A força yin é centrífuga, dispersa, mais leve, mais fria, a força yang é centrípeta, mais pesada, mais quente.
Yin e yang influenciam todos os fenómenos, influenciam também os alimentos que ingerimos; assim sendo, os alimentos mais yang criam uma atitude mais yang - mais activa, mais dinâmica, mais extrovertida, enquanto que os alimentos mais yin criam uma atitude mais gentil, mais reflectida, mais estética. No entanto, alimentos excessivamente yang contribuem para um carácter mais agressivo, impaciente e dominador enquanto que alimentos mais yin produzem uma natureza mais depressiva, inerte e dependente.
Quais são então os alimentos mais yang e os mais yin? De que forma os devemos utilizar?
Os alimentos no extremo yang da tabela são por exemplo ovos, carne, queijo duro, alimentos fumados, etc., os alimentos no extremo yin da tabela são drogas, açúcar, refrigerantes, frutos tropicais, leite, etc.; o que acontece é que quando comemos alimentos muito yang somos automaticamente atraídos para alimentos mais yin e vice-versa de forma a criarmos um equilíbrio dinâmico, da mesma forma que quando ingerimos muito sal nos apetece beber mais.” (Francisco Varatojo)

O ideal é temos uma alimentação mais centrada: cereais integrais, vegetais, proteínas vegetais, algas, alguma fruta mais yang como a maçã e a pera.

(Ver texto https://www.culinariavitalizanteeducativa.com/post/aos-amigos-vegenos-um-alerta)

A questão ecológica, o respeito pelos animais, fazem muito mais sentido e têm muito mais força se soubermos selecionar e elaborar bem os nossos alimentos.

Deixo algumas dicas:

Deem preferência por produtos biológicos;

Não descascar as raízes como cenoura, nabo, rabanete, etc, apenas lavá-los com uma escova.

Não cozinhar demasiadamente os legumes, mas também não os comer crus. No meio está a virtude;

Comer cereais integrais a todas as refeições

Frequentar formações de Culinária para aprofundar mais os conhecimentos.

A informação virtual é muito útil, mas é preciso saber selecioná-la e saber aplicá-la as nossas vidas, e para isso não nada melhor do que frequentar curso de culinária.

Viver assim de forma saudável, ecológica é um processo de vida, não se aprende do pé para a mão, e claro, aprender com os mais experientes facilita muito este maravilhoso caminho.

Boas e Vitalizantes Escolhas

Paula Perdigão

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