A Soja Texturizada é Saudável ou é Veneno?



A Soja Texturizada é um produto muito mencionado nos grupos vegans e vegetarianos e sempre que vejo um post com este tema a trocar ideias e receitas, lá desato eu aos gritos:

Não comam isso!

Ponham isso no lixo!

É que realmente este produto é um veneno.

Quando iniciei a minha caminhada, em busca duma alimentação melhor, com vinte e poucos aninhos, a soja foi dos primeiros produtos que eu conheci. Comprava uns hamburgers bem saborosos numa loja de produtos naturais.

Comprei depois soja texturizada para cozinhar em casa mas nunca consegui cozinhá-la de maneira satisfatória, tinha um sabor horrível!

Quando iniciei a macrobiótica aprendi então que este sobreproduto da soja, não era saudável de todo.

Duma maneira geral a soja é boa em produtos fermentados muito utilizados há milénios no oriente, como o miso, o shoyu, o tamari usados como tempero e o temphe e o natto, ou precipitada como o tofu, como proteínas.

Na sua origem, estes produtos eram usados em pequenas quantidades e são ainda hoje usados no oriente e no ocidente sobretudo na alimentação macrobiótica.

A sopa de miso, por exemplo, é muito recomendada para limpar o sangue, desintoxicar o corpo, por exemplo do tabagismo, restaurar a flora intestinal. É muito recomendada ao pequeno-almoço, sobretudo em fases de tratamento. o mIso contém vitamina B12 e probóticos.

O shoyu, para além dos seus benefícios para a saúde, é imprescindível para cozinharmos tofu e seitan.

Atenção escolham estes produtos de boa qualidade, os baratos, que não são de origem natural têm produtos químicos e açúcar.

Estas são algumas das dicas fundamentais que dou nas minhas aulas de Culinária Vitalziante, assim como as melhores formas de as aplicar.

Sim, porque não basta comprar os produtos e ir para a cozinha inventar.

Existem passos básicos e importantes a ter em conta aquando da elaboração dos alimentos a fim de serem benéficos para a nossa saúde.

A indústria ocidental desenvolveu uma série de produtos à base de soja como o óleo, o leite, a soja texturizada, etc para substituir os produtos animais e que são prejudiciais à nossa saúde.

Temos ainda a questão de grande parte da soja ser de produção transgénica que também tem os seus efeitos nefastos.

Deixo-vos um extrato de um texto do site flaviopassos.com, que explica muito bem os vários produtos de soja, a sua história prós e contras:

“Para produzir a proteína isolada de soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois mergulhados em solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade a sobra do processo industrial de extração do óleo é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida. Finalmente, o que sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em altas temperaturas para produzir um pó proteico.

O resultado final é um pó artificialmente desnaturado e indigesto. Por isto é tão comum a incidência de gases naqueles que fazem uso da proteína isolada de soja. Afinal, mesmo com todo este processamento, a maioria dos anti-nutrientes presentes naturalmente na soja resistem e permanecem em seu conteúdo.

Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão indigesta quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente cancerígena, e o famigerado realçador de sabor glutamato monossódico, um neurotóxico comum na indústria da comida industrializada – pois é um viciante das papilas gustativas que consegue transformar até mesmo um pedaço de esferovite insalubre em algo que é “impossível comer um só”.


Abraço Vitalizante

Paula Perdigão


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